sábado, fevereiro 28, 2009

No meio do caminho havia um Diabão

por Isoca

Foi durante um Carnaval há alguns anos atrás. Solteira (pra variar), resolvi passar o Carnaval aqui no Rio mas tentando aproveitar os blocos de rua pela primeira vez, o que até então não era “moda” pros jovens cariocas. Todo mundo viajava ou então aproveitava o que não conseguia no resto do ano já que os lugares ficavam mais vazios.

Minha amiga, na época namorava um exímio folião de Carnaval carioca de rua. E fomos nós lá pro Cordão do Bola Preta, o bloco mais tradicional do Rio, no sábado de Carnaval cedinho. Eu, com fobia de multidão (acho que já melhorei, mas na época era sinistro), tive que tomar dose dupla de caipivodka lá pelas 10 da manhã pra dar uma relaxada. E tudo caminhava bem, a multidão super diversificada cantando as marchinhas de Carnaval, o que eu adoro, e durante o percurso tive que tomar algumas ices já que não podia voltar ao estado normal de tensão.

Na época eu estava apaixonada por um menino que era meu amigo, mas que acabou virando um romance de pouco tempo. Uma coisa louca. Acho que foram os dias mais felizes da minha vida. Eu apaixonada e ele tbem. Caraca!!!!!! Menos de um mês depois, o cara me liga com aquele bla bla bla de que o problema não era comigo, era com ele, etc. OLHA, JÁ OUVI ISSO ALGUMAS VEZES. ACHO QUE O PRÓXIMO QUE FALAR ISSO PRA MIM, VAI LEVAR UM SOCO!!! Rs

Mas voltando ao Carnaval, o pior não poderia acontecer. O tal cara que eu era apaixonada resolveu ir no bloco e eu encontrei ele. Qual era a chance de eu encontrar um mauricinho que não gosta de Carnaval no maior bloco de rua do mundo? Tava lá com uns amigos, um bando de mulher. Não entendi se alguma já era dele ou não, mas era uma conspiração.... fiz questão de sair de perto.

Fui pro outro lado e eis que me aparece um cara vestido de diabo: uma calça legging preta com capa e rabo vermelhos, orelhas pontudas e é claro um baita de um garfão. Bonito o cara. Loiro, olhos azuis, dava pra ver que era classe média, e se divertindo sozinho ali no meio da multidão misturada. Já era quase fim de bloco e o cara veio com aquele papo. E eu transtornada, ainda mais depois do que bebi após encontrar o mauricinho na multidão.

Enfim, depois de muito lero lero, me atraquei com o diabo. E enquanto a gente se beijava percebi que uma roda se formou em nossa volta e começamos a ouvir do povo que vinha acompanhando o flerte, aplausos e um grito coletivo “beija, beija, beija,....”. Que vergonha...mas tava engraçadíssimo... depois continuamos e aí os gritos se tornaram individuais “Beija Diabo!”, “Pega Diabo!”. Meu Deus!!!! Acho que eu nunca me meti numa situação tão engraçada e inusitada...

Saímos de lá morrendo de fome e, como estavamos sem dinheiro, pegamos um taxi pra ir até a casa dele onde ele subiria enquanto eu esperaria no táxi. Fomos. Ficava ali no Largo do Machado. O diabão desceu do carro e o Taxista, um ogro, começou a ficar nervoso com a demora do homem. Ele tava realmente demorando, mas enquanto isso eu fiquei discutindo com o taxista que o taxímetro tava ligado e que não era pra ele reclamar. Resolvi descer do táxi e entrar no prédio que vi o sujeito entrando pra perguntar. Mas convenhamos, que vergonha pra perguntar pro porteiro: “Moço, é..... por acaso foi aqui que entrou um rapaz loiro vestido de diabo?”. Eu não sabia nem o nome do cara e o apê era da irmã dele. Tive um ataque de riso e o porteiro junto. Graças a Deus, ele tinha visto o diabão entrar. Ufa! Rs

Voltei pro táxi e logo o cara desceu, já sem a roupa de diabo (ahhhh). Fomos pra Lapa e comemos no nova Capela. Conversamos bastante e o cara era o meu número. Inteligente, ótima companhia, beijo gostoso, etc. É claro que tentou me rebocar pra outro lugar depois do almoço, mas eu me contive apesar de todo o charme e carisma daquele homem. Trocamos o telefone e até fiz uma investida pra sair com ele de novo, mas percebi que ele tinha uma alma livre e que nunca seria meu.

Uns 3 anos depois, o reencontrei numa casa noturna na Lapa, falei com ele que se lembrou de mim e foi super receptivo, mas acho que tava acompanhado. Não me incomodei. Só fiquei nostálgica com o episódio engraçado. Nunca mais conheci um outro “diabão” especial pelos carnavais do Rio. Pena!

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

O resto da minha vida..... :-)

por Isoca

É galera, o ano começou trazendo novidade.

Tudo começou com um furacão que passou e levou o meu emprego na terça antes do carnaval. Confesso que senti, e ainda estou sentindo, um misto de alívio com medo. Mas tenho a certeza que foi um ciclo que tinha que ser fechado pra outro se abrir.

Amanhã é qdo o ano realmente começa e depois de 7 anos e 4 meses trabalhando na Oi, não tenho a menor idéia do que fazer com o tempo sobrando. Sim, é ridículo, mas é a pura verdade. hehehehe.

Vou dar uma viajada pra pensar na vida e descansar. O carnaval me deixou exausta...vejam no meu orkut...rs...
Na verdade, estou precisando colocar energia no meu lado debochado (Sim! Ainda é possível piorá-lo. rs) pra colocar aqui todas as minhas estórias de solteira que não consegui escrever esse tempo todo.
Aguardem. Em breve escreverei novas estórias!

Bj

sábado, fevereiro 14, 2009

Atenção aos sinais de tédio!

Minha amiga, e por coincidência estagiária rebelde, Flavinha - vulgo Chapinha - outro dia no almoço levantou um assunto bastante interessante.

Ela contou a estória da irmã (acho que era a irmã) que combinou com um cara que não bebia. O cara ficou no "suquinho" a noite inteira e a noite um saco.
Aí ela já emendou numa teoria (acho que era de uma amiga dela) sobre um tema já discutido algumas vezes aqui neste blog: a bebida. Porém vejo que a teoria se aplica também a outras coisas, mas vamos logo explicar do que se trata.

Reparem minhas caras leitoras, se é que existe alguma, se o cara tem uma barriguinha de chopp. Se o cara não tiver, há uma grande probabilidade de ser tédio a vista. Procure saber se é uma questão genética ou se ele é comedido. Se for a genética, agradeça a papai do céu por poder levar um Deus Grego a beber até cair com vc, ou seja, diversão garantida... rs

Outra situação: se o cara for mega marombado, não come doces, sal, carboidrato etc, esse com certeza é uma mala sem alça e livre-se dele o mais rápido possível....

Eu mesmo tenho um caso pra contar sobre esse tema. Qdo tinha meus vinte e poucos anos, fui numa discoteca aqui no Rio que era uma pegação só. Sabem como é ? Solteira e novinha... enfim... eis que me vi na pista da dança (que era uma lata de sardinha) e um rapaz alto e narigudo fez uma brincadeira comigo qdo notei que estava dançando no meio de sua rodinha de amigos. Rindo, saí super sem graça, mas aquela brincadeira me encantou de alguma forma. Enfim, resumindo bem a estória, fiquei a noite inteira sem ter coragem de chegar nele mas em determinado momento, após algumas frozens, conseguir ir até ele e falar super envergonhada "poxa... desculpa.. mas será que vc poderia me dar o seu telefone?". Aí eu não preciso dizer que nos beijamos ? Tão romântico.... rs

Eu tava super hiper mega apaixonada por aquele homem que era fanático por academia e afins. Quase não bebia, gostava de comer peixinho que era mais leve e um dia me repreendeu qdo eu confessei que tinha comido uma cocada feita em casa. Muito inacreditável. A rotina era meio entediante, tínhamos que malhar todos os dias alem de trabalhar e fazer muita dieta. Na época eu achava tranquilo mas olhando hoje em dia, SOCORRO!!!

Ficamos saindo por um mês eu acho e depois oficializamos que estávamos namorando, mas ele terminou comigo 15 dias depois da oficialização. Suprimi esse namoro do meu cv de namoros... pq é que nem dizer que eu trabalhei na Sulamerica por somente 1 mês (o que é verdade). Pega mal pro contratante!!!!! Mas eu conto pra vcs, pq sei que vai ficar só entre nós...rs

Portanto meninas, fiquem de olho nos sinais proporcionadores de tédio. Melhor sair com um feio, ótima companhia que um sarado entediante.

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Conto de Desencontro

por Isoca

Comecei a procurar pelas peças perdidas. O quebra-cabeça que vinha fazendo estava praticamente pronto, mas faltavam algumas peças, curiosamente de uma mesma área daquele imenso tabuleiro. Procurei pela casa inteira, em cada cantinho possível e não consegui encontrar. De repente, me veio uma imagem do jardim em frente à casa, o que só poderia interpretar como sendo meu sexto sentido me incentivando a procurá-las por lá.

Era um jardim mal cuidado, o mato estava na altura dos meus joelhos e, olhando de longe aquela imensidão, não havia nada que se destacasse. Tracei uma estratégia para não deixar de olhar nem um único centímetro daquele terreno, comecei a executa-lãs e estava tão concentrada na minha busca, que deixei escapar que havia algo ali além do mato.

Após alguns minutos, percebi que algo me afligia. Não sabia ao certo o que era, mas me desconcentrou. Parei e olhei ao meu redor e, naquele instante, pude perceber que estava rodeada de flores bonitas e vivas: rosas, lírios, flores do campo, dentre outras. Fiquei um pouco mais ali deslumbrada com o que estava vendo. Como podia um simples jardim mal cuidado esconder tantas surpresas?

Caminhei um pouco mais e me deparei com uma plantinha que me parecia familiar, mas não conseguia identificá-la. Muito intrigada, sentei-me para observá-la melhor. Percebi que ela parecia não ter o mesmo vigor das outras flores daquele jardim e havia algo parecido com um pó que a revestia. Como era misteriosa! Coloquei a mão na planta delicadamente e tentei tirar um pouco daquele pó, mas era tão fino e grudado nela que não obtive muito sucesso. Então me contentei em sentar e contemplá-la por alguns minutos mais, até que me dei conta que tinha que voltar à casa.

Fiquei com aquela imagem na minha cabeça o resto do dia e não via a hora de acordar no dia seguinte para revê-la. Desta vez levei água e um pano que me ajudasse a limpá-la e passei alguns bons minutos fazendo exatamente isso cuidadosamente. Após tirar o excesso do pó grudado na flor, fiquei pasma por alguns segundos pelo que acabara de descobrir: era uma orquídea. Como poderia ser tão linda, rainha e... orquídea, sem ser alegre. Sorri e quando me dei conta já estava cantando pra ela a canção do mestre Pixinguinha. Foi feita pra rosa, mas pra mim naquele momento eu tinha certeza que tinha sido feito para aquela orquídea encantadora:

"Tu és divina e graciosa, estátua majestosa
Do amor, por Deus esculturada
E formada com ardor
Da alma da mais linda flor de mais ativo olor
Que na vida é preferida pelo beija-flor
Se Deus me fora tão clemente aqui neste ambiente
De luz, formada numa tela deslumbrante e bela
Teu coração, junto ao meu lanceado
Pregado e crucificado sobre a rósea cruz do arfante peito teu
(...)
Tu és de Deus a soberana flor
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração sepultas um amor
O riso, a fé, a dor em sândalos olentes cheios de sabor
Em vozes tão dolentes como um sonho em flor
És láctea estrela, és mãe da realeza
És tudo enfim que tem de belo
Em todo resplendor da santa natureza (...)
"

E passei mais algumas horas somente admirando-a e cantando.
Aquele momento com a minha flor tinha sido mágico e passei o resto do dia a lembrar dela, o que me deixou até mesmo ansiosa para poder revê-La no dia seguinte
A noite se foi e acordei com um sorriso enorme, o sol já tinha aparecido e eu já podia ir lá encontrá-la. Ao chegar ao local não consegui acreditar no que estava vendo. Aquele pó estava todo de volta cobrindo a orquídea. Como aquilo era possível? Não tinha a resposta, mas imediatamente voltei à casa pra buscar a água e o pano para limpá-la novamente. Depois simplesmente fiquei conversando com ela e cantando a nossa música. E segui fazendo esse mesmo ritual dias e dias sem pestanejar. Às vezes tinha a impressão que o pó diminuía, outras vezes concluía que era somente o meu querer influenciando meus olhos.

Um belo dia, exaurida por aquela rotina de limpá-La todos os dias, fui somente até ela e fiquei a observá-la tentando desvendar a origem daquele pó que crescia do dia pra noite. Era um mistério que eu não conseguia desvendar e então comecei a conversar com ela em voz alta perguntando o porquê daquilo.

- “Ela está se protegendo, minha cara jovem”, alguém respondeu. Olhei pra trás e vi um senhor que não conhecia, mas que parecia ser muito sábio e grande conhecedor daquele jardim.
- “Mas se protegendo de que? Eu não entendo”, respondi.
- “Ela cria essa substância pra se proteger das sensações profundas como o frio, o calor, a chuva, o vento, o toque, o cheiro da terra molhada...”, retrucou.
- “Mas como pode uma linda orquídea se proteger das coisas que são tão essenciais para o seu vigor? Como consegue viver sem sentir o olor das outras flores e exalar o seu próprio? E como será na primavera? Ela sempre será triste?”, perguntei num tom de desabafo e desapontamento.
- “São as escolhas da vida”, disse o senhor com a expressão um pouco decepcionada. Virou as costas e foi embora.

Nunca mais o vi em lugar nenhum.
Senti uma enorme frustração e tristeza por perceber que o meu carinho e dedicação não eram suficientes pra minha orquídea se sentir mais forte e, assim, deixar de se proteger daquelas coisas que a fariam mais feliz. Fiquei um pouco mais de tempo lá a contemplando, mas decidida a não cumprir mais aquela rotina, cantei pela última vez a nossa música como uma grande despedida e voltei pra casa.

Algumas semanas se passaram e, recordando de todos os fatos passados nos dias que estive naquele jardim, me veio a lembrança abrupta do meu quebra-cabeça e das peças perdidas que procurava. Meu Deus, como fui me esquecer do meu quebra-cabeça? Coloquei como meta pro dia seguinte procurar de novo pelas peças perdidas em cada cantinho da casa.

Ao amanhecer no dia seguinte, me vi de novo procurando as mesmas peças nos mesmos cantos da casa, mas como estava mais tranqüila, enfim consegui ver o que olhei e não enxerguei. As peças estavam logo ali, escondidas em baixo da cama, ao lado do quebra-cabeça. E como pude eu não achá-las se estavam ao meu lado?

Enfim completei meu quebra-cabeça que era baseado em uma foto de uma paisagem de algum lugar lindo e tranqüilo, com um lago, montanhas e jardim num belo dia de primavera, quando o céu está azul e as flores estão mais radiantes do que nunca. E então, olhando-o completo ali na minha frente, me sentindo super orgulhosa, uma grande surpresa tomou conta de mim. As peças perdidas faziam parte do jardim daquela paisagem e a ultima peça que usei para completar o quebra-cabeça era de uma orquídea.

Fiquei atônita pela coincidência. E depois, com mais calma, reparei como aquela orquídea da foto era diferente daquela outrora “minha orquídea”. Ela tinha vida e era alegre, sem medo das sensações e emoções, muito mais parecida comigo. E foi nesse momento que um ciclo se fechou e um novo se abriu já que muitas coisas começaram a fazer sentido pra mim.

Voltei algumas vezes àquele jardim, mas nas poucas vezes que fiz isso, olhava de longe aquela orquídea com o pó. Nunca deixei de torcer para que um dia ela volte a ser uma flor com vigor que irradia alegria pra todo aquele jardim. Tenho a certeza que um dia ela conseguirá.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

O lerdo e a lambisgóia - episódio II

por Isadora

Alguns dias depois que presenciou a pegação entre o lerdo e a lambisgóia, Renata encontra a amiga "promotora" do blind date daquele sábado.

Ao ser indagada por o que tinha achado dos meninos, Renata tentou demostrar que NÃO tinha ficado digamos assim... passada... com aquela situação, mas não se conteve ao ouvir da amiga a pérola "Poxa, o Leo te achou a maior gata. Gostou de você.". Com um ar bastante debochado teve que falar pra amiga que o tal do Leo conseguiu disfarçar bastante no dia. E no meio de boas risadas, a estória foi contada.

Ao saber que o cara ficou a fim dela, Renata deu uma sacudida na auto-estima, limpou um pouco do orgulho ferido e aceitou a sair com o rapaz qdo ele a convidou alguns dias depois.

Renata levou sua amiga Angela que defininitivamente não estava num bom momento. Entraram no CCC, conversaram e dançaram. No fim da noite, conversando na mesa, Angela tentava explicar suas teorias sobre o caos e o fim do mundo pro rapaz, enquanto Renata ouvia aquele papo super inspirador com uma vontade incrivel de se atracar logo com ele.

Deixaram Angela em casa, foram pra Urca pra conversar e depois de 2 horas conversando no carro SEM ROLAR NADA, Renata já fechava os olhos de tanto sono. Pensou que o cara realmente era um sem-noção e lerdíssimo, afinal quem chama alguém pra sair e depois de 5 horas ainda não fez nada?!

Chegou à conclusão que tinha que fazer algo senão ficariam mais algumas horas ali conversando. Foi então que em um movimento abrupto atacou o garoto pra ele parar de falar. Qdo fechava os olhos pra beijar tinha vontade de dormir, mas aguentou mais algum tempinho até pedir pra ir pra casa. Dormiu como um anjinho e só voltou a sair com o lerdo alguns meses depois, mas essa é outra estória...

domingo, janeiro 25, 2009

O lerdo e a lambisgóia - episódio I

por Isadora

Era sábado à noite e Renata e Angela não sabiam pra onde ir.
Renata liga pra uma amiga perguntando uma dica.
Bem... dica ela não tinha, mas tinha um irmão e o melhor amigo dele na sua casa tbem sem saber pra onde ir.

Combinaram de sair, se encontraram na Lapa bem ao gosto dos quatro.
Angela passou o caminho inteiro nervosíssima achando que poderia parecer pros rapazes um encontros às escuras e fez Renata jurar que elas iriam embora caso ela mandasse um torpedo num momento de desespero. Enquanto isso, Renata achava graça do medo de Angela.

Chegaram ao local, se reconheceram pela descrição das roupas. Conversaram pra caramba. Naturalmente surgiu mais afinidade com Renata e Leo, o lerdo em questão.
Desceram pra ver o show que ia começar. O clima rolou solto entre Renata e Leo que se entreolhavam entre uma requebrada e outra dos quadris.

Eis que do nada aparece uma lambisgóia e se pendura no pescoço de Leo. Começam a dançar bem juntinho no som do samba que tocava. Um bocadinho mais, já estavam se atracando aos beijos na pista. Renata ouviu aquele som que toca em programas humorísticos de quando a pessoa se dá mal.

Com uma mega dor de cotovelo, pensou que não poderia ficar pra trás. Andou pra lá e pra cá no meio da pista tentando arrumar qq sujeito que pudesse fazer com que ela não parecesse uma encalhada. Arrumou um sujeito depois de alguns olhares sexys (pelo menos na percepção dela). E percebeu, alguns dias depois quando voltou a sair com o sujeito, que realmente estava MUITO BÊBADA naquele dia.

**** (continua)

sábado, janeiro 24, 2009

Blind Date ou Reality Show?

por Isadora

Tudo começou com uma tentativa coletiva de tentar arrumar um gatinho pra Mari. Ela tava solteira já há algum tempo e, pra falar a verdade , não tava pegando ninguém. Lá pras tantas alguém lembrou de um sujeito que diziam ser “a cara da Mari”. E como tinham outros amigos do sujeito no meio do papo, conseguiram convencer a Mari de conhecer o Duka. “Duka???? Tudo bem...” Aproveitaram que tinha a festa do Gui a noite e chamaram o Duka que, numa meríssima coincidência, iria de carona com a Mari.

Tudo organizado pela amiga da Mari. Ela tinha que buscar o Duka a uma determinada hora em Laranjeiras, mas antes ela passou no caminho pra buscar o Thiaguinho e a Dê – que trabalhavam com ela.

Na hora marcada eis que nada do tal Duka aparecer... “Tá começando mal”, pensou Mari. Eis que do nada aparece o sujeito. Quase um Leny Kravitz Tabajara. Moreno, bonito, Black Power, camisa estilosa anos 70 e um ar de sedutor profissa no mínimo bastante engraçado. Mari roxa de vergonha não sabia onde enfiar a cara. E o Thiaguinho e a Dê ali atrás acompanhando a cena como se estivessem no cinema. Acompanhando como se estivessem numa partida de tênis: virando a cabeça pra um e depois pro outro. “Meu Deus, isso não é um Blind Date. É um reality Show! Tô me sentindo no bailinho do Silvio Santos”, pensou Mari. Pra piorar com aquele jeito maroto de pegador , Duka entrega um CD pra Mari: “Gravei pra vc”. “Nossa, que legal, obrigada”, sorria Mari. Foram ouvindo o CD até a Barra. Chatíssimo. A Barra nunca pareceu tão longe.

Chegaram na festa e cada um foi pra um lado e Mari sendo incomodada pelos amigos o tempo todo com aquela levíssima pressão pra conversar com o Duka. Passou a festa inteira tensa e com o pescoço duro de tanto olhar onde o cara tava pra ir pra direção oposta. O cara acabou indo embora antes deles conversarem. “Ufa!”, pensou.

Um tempo depois riu da situação e se prometeu (e fez os amigos jurarem) que Blind date nunca mais, pelo menos não com platéia. E pensando bem, o CD nem era tão ruim qdo ouviu pela segunda vez. Foi qdo Mari com seu ar sedutor-original-profissa “gravou” pra outro gatinho...rs

segunda-feira, janeiro 05, 2009

O brega

por Isadora

Depois de ser "assediada" pelo orkut por um ser que se dizia encantado por ela, Bel resolve tomar um chopp com o sujeito.
Depois de alguns dias, o encontrou no messenger e ao se estressar teve que pedir ajuda ao amigo Zé...

Bel: Zé, tah aih?
Zé: Fala garotona !
Bel: estou conversando com o breguinha no messenger
Bel: acho que estou chutando ele
Zé: HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
Zé: vc é muito engraçada !
Bel: eu vou ficar pra sempre encalhada :-(
Bel: eu nunca gosto de ninguem :-(
Zé: tem um ditado que diz que sempre quando vc está comprometido acaba aparecendo mais...
Bel: ai ze, vc nao estah me ajudando
Bel: ficar com qq um nao rola
Zé: HAHAHAHAHAHA
Bel: eh a maior deprê
Bel: parece que eu sou uma gorda, baleia, chata, intragável e nao arrumei ninguem
Zé: mas o paraibinha tá a fim !
Zé: coitado...
Zé: não deveria ter chamado ele de breguinha...
Bel: falei pra ele que eu nao quero magoar ele
Bel: risos
Bel: estou me sentindo uma canalha
Bel: pior que isso soh se eu tivesse transado com ele na noite anterior
Zé: Bel ... vc não é gorda...
Bel: o mundo tah perdido
Bel: soh tem merda por aih
Zé: que nada Bel ... não estou procurando homem... mas é exagero seu !
Bel: vou morar na china que lah eu valho ouro
Bel: risos
Bel: melhor... vou virar sapata
Zé: HAHAHAHAHAHAHAHA
Zé: vc vale ouro aquí mesmo no Rio !!!!
Bel: eh... entao eu to disfarcado de chumbo
Bel: risos
Bel: estou caindo na porrada com o o cara, acredita?
Bel: ele tah quase me xingando
Bel: risos
Zé: pô Bel ... vc é bonita, inteligente, simpática, tem um ÓTIMO emprego...
Zé: um partidão !
Bel: pois eh
Bel: acha que eu to mais calma?
Bel: um pouquinho....
Bel: soh um pouquinho?
Bel: estou berrando bem menos
Bel: vc nao acha? 10 segundos depois...
Bel: tah demorando pra responder....
Bel: nao vou atrapalhar
Bel: beijos. boa noite
Zé: peraí !
Bel: fala
Zé: não estou fazendo nada... estava mudando de canal na TV
Bel: hã...
Zé: não está atrapalhando...
Bel: vc disse que soh um pouquinho... mas eu nao grito mais
Bel: nao eh verdade:?
Zé: é verdade...
Zé: está sim...
Bel: o cara falou a seguinte frase pra mim: "entao doce"
Bel: o cara me chamou de "doce"
Bel: ninguem merece!!!!
Bel: soh falta o cordaozao de ouro
Bel: risos
Zé: HAHAHAHAHAHAHAHA
Zé: pô Bel ... tô com pena do cara...
Bel: isso pq outra hora ele falou "entao linda"
Bel: linda????
Zé: HAHAHAHAHAHAHAHAHA
Bel: meu deus!!! de onde veio esse cara???
Zé: rindo muito !!!!!
Bel: vc tah vendo como nao da?
Bel: ele quase me xingou agora
Zé: cara...
Bel: falou que eu era muito confusa
Zé: tô rindo muito....
Bel: e que ele tava tentando me ajudar
Bel: eu falei que nao precisava de ajuda
Bel: fala serio!
Zé: ahhhh aí ele enfiou o pé na jaca
Bel: me ajudar???? eh analista por acaso?
Bel: ele poderia ser meu personal sex
Bel: aih sim.. ele pode me ajudar... risos
Zé: bom... vc pode economizar 60 pratas
Zé: por seção !
Bel: economizar com o analista ou com sexo? risos...
Bel: pois eh
Zé: em 1 mês 240 paus !
Bel: ele acabou de me perguntar "entao doce pq eh que tem que ser assim?"
Bel: eh um dramalhao mexicano? eu nem beijei o sujeito
Bel: vou responder o que? acho que vou responder "pq eu sou maluca"
Zé: o cara é um amante a moda antiga...
Bel: risos
Zé: HAHAHAHAHAHAHAHA
Bel: ele falou pra mim
Zé: vc é muito engraçada...
Bel: "eu nao faco sexo, eu faço amor"
Bel: alguem merece???????????????????????????????
Zé: vixe !
Bel: eu respondi "eu faco"
Zé: depois dessa, nem sei o que dizer
Zé: hahahahahaha
Bel: fala serio... fazer amor? o que eh isso? os tempos da brilhantina?
Zé: HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
Bel: imagina se eu sugerir algemas pra alguem que faz amor...
Zé: vc tem uma oportunidade na mão... coitado...
Zé: namorar com o último dos românticos !
Bel: acho que ele achou que ia me ganhar com essa frase brega...
Bel: eu gosto de sexo caliente!
Bel: qdo tem amor as vezes pode até estragar....
Zé: HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
Bel: mas tudo bem... moleque... 24 aninhos... breguinha....
Bel: o que esperar?
Zé: pô.... coitado !
Bel: to morrendo de pena....
Zé: perguntou do cordão de ouro ?
Bel: eu nao... mas deve ter o cuecao de couro
Bel: hahahahahahaha
Zé: HAHAHAHAHAHAHAHAHA
Zé: cara... tô rindo muito... acho que estou até chorando de rir....
Bel: que bom!
Bel: adoro falar com vc
Bel: vc eh um amigao nota 10!
Zé: vc é uma figura !
Bel: ia dormir depre...
Zé: vc é uma amigona !!!!
Bel: agora que rimos um pouco, vou tranquila
Bel: obrigada!!!!
Zé: HAHAHAHAHAHAHA
Zé: figura !
Bel: boa noite entao!
Zé: boa noite !
Bel: sonhe com as minhas piadas... risos
Bel: tenho que ir antes que ele volte a se lamentar pra mim
Bel: beijos.
Zé: HAHAHAHAHAHA
Zé: boa noite !

sexta-feira, janeiro 02, 2009

TPM

A TPM é quando a luz no fim do túnel se apaga.
Alguém pode acender essa luz, pelo amor de Deus?!

sexta-feira, novembro 28, 2008

Na Alemanha com Arthur

por Tarsila Bee

Consegui ser selecionada pra um curso de 45 dias na Alemanha. O próprio governo alemão convidando, somente pra 12 arquitetos de todo o país. Medo! Será que vou me virar bem com meu inglês com os alemães? Saco ter que ficar um mês sem beijar na boca, pois além de ser loura e totalmente sem graça pra eles, eles só beijam depois de ter um envolvimento. Tudo bem, não vou pra isso mesmo, tenho muitas coisas a conhecer, imagine: Alemanha. Foi um lugar que eu sempre quis conhecer, mas não tanto ao ponto de pagar por isso. Tudo de graça, uma viagem pelo país inteiro. Conheceria construções, universidades, sede do governo, congresso, museu disso, museu daquilo, bunker, campo de concentração. Ficaria na casa de uma família durante 15 dias em Berlim e os 30 dias restantes em hotéis em diferentes cidades: Colônia, Hamburgo, Frankfurt, Nurenberg, Hidelberg, e vários outros bergs que não lembro agora. Não beijar não seria um problema. Também não ia ter como me depilar, imagina se o beijo se prolongasse, ia ter que recusar algo mais. Era até melhor assim.

Na chegada em Berlim, já à noite, todos nos encontramos no aeroporto, cada um vindo de um canto do Brasil. Nas apresentações, cada um se identificou basicamente com nome, estado e empresa pra qual trabalhava. Do aeroporto, direto pra família de cada um. A minha era um casal e dois gatos daqueles gigantes peludíssimos que só foram aparecer no Brasil anos mais tarde. Sou alérgica e tenho um pouco de medo de gato. Desde pequena já tive vários pesadelos horríveis com gatos me atacando, isso que nunca tinha visto dois daquele tamanho.
O casal era ótimo. A mulher só sabia falar espanhol muito mal, eu não entendia nada. Tinha que me virar com o marido – que falava inglês. No dia seguinte ele ficou com medo que eu me perdesse e me acompanhou no metrô (dentro do metrô), e foi comigo até a frente do local onde eu deveria comparecer. Por algum momento achei que ele fosse me levar pela mão, mas alemães são avessos ao toque.

Eu e os recém-conhecidos colegas participamos de uma palestra sobre alguma coisa da Alemanha: cultura, política, economia, história, não tenho mais certeza. Eis que no grupo estava o Arthur. Ele era feio, magérrimo, alto, tinha os olhos bonitos, e era tremendamente sedutor. Tinha cara de tarado, daqueles que come com os olhos. Não percebi tudo isso naquele momento, precisou um dia inteiro, uma olhada dele definitiva durante o encontro com o embaixador do Brasil na Alemanha e depois uns chopinhos num daqueles barezinhos de rua de Berlim, quando eu já sabia que ele era casado.

Sentado ao meu lado, no bar, roçou a perna dele na minha. Todos pegamos o metrô para nossas casas. Em menos de 24 horas na Alemanha eu já estava beijando um recém-conhecido casado, dentro do metrô, na frente de todos os demais recém-conhecidos. Com o beijo, veio o convite: “Amanhã você dorme na minha casa. O dono já estará dormindo quando a gente chegar e sairá antes de acordarmos”. Foi assim que aconteceu: terceira noite na Alemanha e eu já não dormia mais na casa da família que destinaram a mim. Aparecia em algum momento do dia pra pegar roupas, falar um pouquinho com o casal, dava uma enrolada e dizia que tava tudo ótimo, que eu ia falar bem deles na avaliação. Depois dos 15 dias em Berlim, veio uma infinidade de hotéis pelo interior da Alemanha. Pra nossa sorte, rolou outro casal no grupo e quando recebíamos as chaves (alojavam sempre duplas de homens e mulheres), trocávamos de quarto. Foi assim que em 15 dias eu estava casada na Alemanha. Sim, aquilo era um casamento. Tanto que nem liguei mais pra depilação. E o casamento durou 1 mês. Aqui no Brasil tentamos manter um romance entre um casado e uma solteira, morando em cidades diferentes, mas não foi possível.

domingo, novembro 23, 2008

A bebida

por Isoca

Acordou com uma mega ressaca. Tinha bebido todas e mais algumas no dia anterior com um casal de amigos. Mas o pior que não era a ressaca física, e sim a moral. Lembrou que tinha listado todo mundo que já tinha dados umas beijoquinhas (ou algo mais) do grupo deles e ainda deu alguns detalhes sórdidos de coisas que só era capaz de fazer depois de algumas caipis. Contou coisas que ela tinha se prometido nem lembrar de tanta vergonha. Agora já não sabia mais se a vergonha era de ter feito ou de ter contado no dia anterior...

Ficou pensando por alguns segundos e percebeu que a situação era um pouco repetitiva.Resolveu pedir ajuda espiritual, ainda que fosse placebo. Precisava reencontrar a luz no fim do túnel com urgência. Ligou pra moça que jogava Tarô e conseguiu marcar pro mesmo dia uma consulta.

Uma das primeiras coisas que a moça falou foi que a vida emocional tava bastante complicada. E no meio entre desvendar uma carta e outra a moça fez a seguinte pergunta "vc tem ou já teve algum relacionamento com alguem com problemas com alcool?". "Não", respondeu. E logo veio A pergunta: "vc costuma beber além da conta de vez em quando". Envergonhada, respondeu com sinceridade "É... eu gosto de umas caipis". E quem disse que a tal ressaca moral que sentiu de manhãzinha não podia aumentar? Teve que ouvir que era por isso que os relacionamentos não iam pra frente, que assustava os rapazes qdo estava um pouco ébria.

Voltou pra casa se prometendo a parar de beber. Mais tarde foi convidada pra ir numa festa. Foi e conheceu um gatinho. Lá pras tantas percebeu que o cara era um chato e sem muita opção tomou logo duas caipis pra relaxar. Se divertiu pra caramba e nem lembrou da cartomante.

quinta-feira, novembro 20, 2008

Amores adolescentes em primeira pessoa

por Tarsila Bee

Eu era louca pelo Cris. Ele era lindo, asmático e fumante. Aos meus 18 aninhos, eu me sentia super madura. Recém-saída de um namoro de 4 anos, caí de amores por ele. Todo independente, não ligava muito pra mim. Ele também tinha lá as decepções amorosas dele. Era apaixonado pela Fabiana – a guria mais bonita da Zona Sul – que o desprezava. Eu ficava com os restos. E que restos... ele beijava bem, se vestia bem, abraçava forte. Tinha aquele cheiro de cigarro proibido. Ele não estudava direito, trabalhava só quando queria no restaurante do pai, totalmente desregrado. Ah, como eu amava o Cris. Ele ia lá pra casa de vez em quando, quando meus pais não estavam. E a cada ida, mais apaixonada eu ficava. Às vezes eu ia pra casa dele, mas não me importava se a mãe dele estivesse lá. Ela achava que eu ia livrá-lo do cigarro, da asma e principalmente da Fabiana. Ele raramente me procurava. Nos encontrávamos por acaso, eu ligava ou eu aparecia na casa dele.

Entre uma desprezada e outra do Cris, acabei conhecendo o Gustavo. Também era lindo, carinha de bebê. Sensível, devia ser canceriano. Me levou a sério, me levou pra conhecer a mãe, o irmão e o padrasto. Me apresentou oficialmente à família. Eu, mesmo louca pelo Cris e de vez em quando o encontrando, deixei. Até que o Gustavo apareceu um dia na minha casa, disse que me amava e queria conhecer meus pais. “Eles não estão”, falei. “Eu espero”. “Tá bom”. E ficou, ficamos esperando. Eis que toca a campainha.

Saí da sala, passei pelo pátio, pela garagem e fui até o portão. Era o Cris. O Cris! Pela primeira vez era ele que vinha até mim. Ah, o Cris, como eu amei mais ele naquela hora. Ele tinha ido me procurar. Tava sorrindo e fumando. Que boca, ele tinha. Sim, era tudo o que eu queria. Me aproximei e senti aquele cheiro de fumaça, ai. Mas não pude curtir muito porque lembrei do Gustavo lá dentro. Meu Deus! “Oi, Cris, tá tudo bem?” “Tudo, e tu?” “Bem” Me deu um beijinho na boca – ou talvez eu tenha dado. “Teus pais tão aí?” “Tão”, menti. Meus pais sempre iam pra Itapuã, e desta vez tinham levado a minha vó, que morava na casa ao lado com a Tia Vergínia e o Guilherme, meu primo. O Cris não falou nada, ficou ali parado no portão. Eu também não conseguia dizer uma palavra, nervosa com o Gustavo lá dentro. Daí apareceu a tia Vergínia: “Teus pais já voltaram?” “Já”, menti de novo. “Ué, e cadê a mãe?” “Ficou na tia Gertha”, a mentira da mentira. Minha tia Gertha morava no caminho entre Itapuã e a Zona Sul, mas não fazia sentido minha vó ficar lá. Isso nunca tinha acontecido, como nunca aconteceu. “Porque?”, diz a tia. “Não sei, ficou lá” e olhei imediatamente pro Cris pra ela parar de falar comigo. E ele não ia embora. Eu não queria que ele fosse, mas e o Gustavo? Dá pra acreditar que apareceu o Guilherme e fez as mesmas perguntas pela vó? E eu dei as mesmas respostas. E o Cris continuava ali.

Então aconteceu o inevitável. Minha mãe, meu pai, meu irmão e MINHA VÓ chegaram de carro. Estávamos bem no portão da garagem, que tinha que ser aberto pra eles entrarem. Minha mãe desce do carro pra abrir e dá de cara com a gente. “Mãe, esse é o Cris. Cris, eu tenho que entrar, tá? Tchau” Minha mãe nem conhecia o Cris mas já o odiava. “Tu vive correndo atrás desse guri, ele não quer nada contigo”, costumava me dizer pela manhã. Subi a rampa da garagem com o coração partido. “Perdi o Cris pra sempre”.

Voltei correndo pra sala antes de minha mãe entrar, sentei ao lado do Gustavo. “Mãe, este é o Gustavo”. Depois apresentei o resto da família. E quando todos achavam que aquele era meu primeiro dia de namoro, era o último. Eu só queria saber do Cris.

quinta-feira, abril 13, 2006

Porque "Solteira no Rio de Janeiro"

Me motivei a escrever esse blog pq com solteiros sempre acontece muita coisa engraçada.
Espero que vcs gostem e aguardo contribuições!
 

Solteira no Rio de janeiro