sábado, janeiro 24, 2009

Blind Date ou Reality Show?

por Isadora

Tudo começou com uma tentativa coletiva de tentar arrumar um gatinho pra Mari. Ela tava solteira já há algum tempo e, pra falar a verdade , não tava pegando ninguém. Lá pras tantas alguém lembrou de um sujeito que diziam ser “a cara da Mari”. E como tinham outros amigos do sujeito no meio do papo, conseguiram convencer a Mari de conhecer o Duka. “Duka???? Tudo bem...” Aproveitaram que tinha a festa do Gui a noite e chamaram o Duka que, numa meríssima coincidência, iria de carona com a Mari.

Tudo organizado pela amiga da Mari. Ela tinha que buscar o Duka a uma determinada hora em Laranjeiras, mas antes ela passou no caminho pra buscar o Thiaguinho e a Dê – que trabalhavam com ela.

Na hora marcada eis que nada do tal Duka aparecer... “Tá começando mal”, pensou Mari. Eis que do nada aparece o sujeito. Quase um Leny Kravitz Tabajara. Moreno, bonito, Black Power, camisa estilosa anos 70 e um ar de sedutor profissa no mínimo bastante engraçado. Mari roxa de vergonha não sabia onde enfiar a cara. E o Thiaguinho e a Dê ali atrás acompanhando a cena como se estivessem no cinema. Acompanhando como se estivessem numa partida de tênis: virando a cabeça pra um e depois pro outro. “Meu Deus, isso não é um Blind Date. É um reality Show! Tô me sentindo no bailinho do Silvio Santos”, pensou Mari. Pra piorar com aquele jeito maroto de pegador , Duka entrega um CD pra Mari: “Gravei pra vc”. “Nossa, que legal, obrigada”, sorria Mari. Foram ouvindo o CD até a Barra. Chatíssimo. A Barra nunca pareceu tão longe.

Chegaram na festa e cada um foi pra um lado e Mari sendo incomodada pelos amigos o tempo todo com aquela levíssima pressão pra conversar com o Duka. Passou a festa inteira tensa e com o pescoço duro de tanto olhar onde o cara tava pra ir pra direção oposta. O cara acabou indo embora antes deles conversarem. “Ufa!”, pensou.

Um tempo depois riu da situação e se prometeu (e fez os amigos jurarem) que Blind date nunca mais, pelo menos não com platéia. E pensando bem, o CD nem era tão ruim qdo ouviu pela segunda vez. Foi qdo Mari com seu ar sedutor-original-profissa “gravou” pra outro gatinho...rs

4 comentários:

  1. boa isa...muito boa essa... se bem que dei o pontapé inicial para sua criatividade nesta historinha... assim que tiver inspirado dou minha contribuição rsrsrs
    bjão

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  2. Karen3:14 PM

    só hoje consegui ler... que engraçado, eu já vi uma histporia bem parecida com essa, não lembro exatamente onde... (risos+risos)
    bjos gatona!!

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  3. De blind date tambem tenho uma muito boa. Mas soh conto ao vivo e sob MUITO efeito de alcool.

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  4. Anônimo2:28 PM

    Ainda não tinha lido essa! Muito boa!
    Tô aqui pensando em alguma..rsrs
    bjs, Ma

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Obrigada pelo seu comentário!

 

Solteira no Rio de janeiro