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terça-feira, março 23, 2010

A volta

por Isadora Lemos

Fala Galera!

Já que quem é vivo sempre aparece, ó eu aqui de novo. Andei desaparecida, mas é que a “Solteira no Rio de Janeiro” aqui foi passar um período em Sampa e a loucura foi tanta que enferrujei. Não porque deixei de estar solteira (se deixei, eles não ficaram sabendo...hehehe), mas é que foi tudo tão diferente que a inspiração foi comprar cigarros e nunca mais voltou. Enfim, atendendo a pedidos de meus leitores (hein???), estou de volta.

Nesse período, tive alguns momentos profissionais engraçados como a minha explicação ao PMO de como andava o Branded Channel de um certo cliente e imagino que minhas expressões faciais tbem não deixaram a desejar qdo indagada pelo mesmo PMO sobre os detalhes dos 80 projetos da área. Confesso que em determinado momento achei que era uma pegadinha e que ia receber um vídeo com tudo gravado....rs

Também tive a oportunidade de conhecer pessoas e lugares muito legais, além de seres um pouco controversos - do tipo que indicam as piores experiências antropológicas e os piores cabeleireiros da cidade. Que bom que cabelo cresce, mas fica a dica de cabeleireiro - Kleber do Jacques Janine da Verbo Divino – mas só pros INIMIGOS, hein?

De volta ao Rio e com tempo sobrando (Desempregada, não. Estudando projetos), a inspiração começa a aparecer das pequenas coisas do cotidiano. O cão da família, um Cocker Spanial caramelo, está a cada dia mais, digamos assim, bipolar. E haja floral no bicho.
Considerando esse e os últimos cães da família (a super gorducha e neurótica, as duas que não podiam se encontrar no elevador que queriam se matar, o bicho que queria morder a minha irmã, etc) comecei a desconfiar que o problema está nos donos. Será que é pra ter certeza que a família é problemática quando até o cachorro toma calmantes? Hehehehe

Então é isso pe...pe...pe...pe...pessoal! :-)


domingo, abril 26, 2009

Meu conto de fadas Paraguaio...ops...Chileno

por Isoca
Destino definido! Oba!!! Fabi e eu arrumamos as malas rumo à Santiago do Chile. Seriam 6 dias no início de junho. Não dava pra esquiar, mas o importante era simplesmente aproveitar a nossa amizade e companhia, já que a Fabi não tava mais morando no Rio e eu não tinha no dia-a-dia a minha maior cúmplice por perto.

Era época de apagão aéreo, mas o dólar tava baixo e as passagens baratas. Chegamos no Galeão prum vôo que sairia as 9:00 mas que na realidade acabou saindo com 2 horas de atraso. Mas isso não importava, tudo era festa. E nesse tempinho de espera fizemos de tudo. Passamos no free shop (sem comprar nada), comemos e ficamos passeando e conversando por lá.

Eis que num momento de total descontração, simplesmente adentra à nossa vista um loirão alto, olhos verdes claros, pullover vermelho, com muita cara de alemão e lindo. Definitivamente ele não passava despercebido. Acho que ficamos com cara de cachorro na frente de açougue...rs

Ficamos sentadas de costas para ele e seus amigos. Costa com costa. Bem pertinho. E ficamos brincando tirando fotos dele fingindo que não eram dele... rs
E quando entramos no avião, não pudemos acreditar que o loirão tava na poltrona exatamente na minha frente. Eu realmente não consigo acreditar que exista coincidencia desse nível... Tivemos que tirar mais fotos fingindo que não eram dele...rs

Nossa escala em Sampa se tornou uma conexão e, nessa troca de aviões, eles brincaram com a gente. Daí começamos a conversar. Ele, muito prestativo, se ofereceu pra ser nosso guia local em Santiago. Sim, ele era um Chileno, ainda que tivesse uma mega cara de alemão!!!!!

No próprio dia que chegamos, saímos com ele para uma chopperia bem tradicional de Santiago. Um lugar bem bacana. No 2º dia não conseguimos nos comunicar. Por incrível que pareça, ligar no Chile é meio complicado...rs. No 3º dia nos encontramos e ele nos levou a um lugar que tinha um cantor de boleros (eu, super brega declarada, claro que sabia cantar quase todos e ainda pedi um específico...hehehe) e depois fomos à Bella Vista, bairro dos artistas. Passeamos e acabamos em um lugar com show de Jazz.

Não conseguíamos identificar se ele estava interessado em uma das duas, mas a Fabi, sempre tentando arrumar namorados pras amigas, pegou a maquina fotografica e falou “eu vou lá fora tirar umas fotos e vou demorar MUITO pra voltar, entenderam?”.
Ficamos os 2 ali imóveis um ao lado do outro como já estávamos, olhando pra parede: sem assunto e sem coragem. Depois de 10 minutos e poucas palavras trocadas resolvi que tinha que tomar coragem pra chamá-lo para sair.
O meu coração já estava super hiper mega disparado neste momento. E pra piorar avistei a Fabi adentrando no bar novamente. E eu ainda não tinha conseguido. Ah não, desistir sem tentar, jamais!!!! Esbaforidamente usando o meu portunhol cheio de charme, chamei o gatão pra sair.

Ele aceitou! Ufa! Senti várias coisas nesse momento: felicidade junto com meu coração histérico, meu rosto queimando de emoção e minhas mãos geladas de stress.
O resto da noite passou e fomos embora. Quando o taxi parou no hotel, chamei ele pra descer e lá pras tantas tomei a iniciativa e tasquei um beijo no moço...rs

No dia seguinte, eu estava bastante tímida, mas saí com ele sozinha, pois a Fabi tinha outro compromisso. E então chegou o fim de semana e viajamos todos nós pra Valparaíso e Viña del Mar. Lá, ele me pediu em pololeo (namoro) e é claro que eu disse que sim, sem saber direito como seria isso, mas menos de um mes depois ele já estava no Rio me visitando. E assim seguimos namorando por 1 ano e 4 meses, ele morando no Chile e eu aqui no Rio. Nos vimos muitas vezes e todas super intensas pois ficávamos o dia inteiro juntos.

Como posso dizer depois disso tudo que não deu certo? Como já disse Vinícius foi infinito enquanto durou. E independente de tudo, sinto saudade do Chile e da boa companhia do loirão até hoje. Bom poder guardar esses bons momentos.

sábado, fevereiro 28, 2009

No meio do caminho havia um Diabão

por Isoca

Foi durante um Carnaval há alguns anos atrás. Solteira (pra variar), resolvi passar o Carnaval aqui no Rio mas tentando aproveitar os blocos de rua pela primeira vez, o que até então não era “moda” pros jovens cariocas. Todo mundo viajava ou então aproveitava o que não conseguia no resto do ano já que os lugares ficavam mais vazios.

Minha amiga, na época namorava um exímio folião de Carnaval carioca de rua. E fomos nós lá pro Cordão do Bola Preta, o bloco mais tradicional do Rio, no sábado de Carnaval cedinho. Eu, com fobia de multidão (acho que já melhorei, mas na época era sinistro), tive que tomar dose dupla de caipivodka lá pelas 10 da manhã pra dar uma relaxada. E tudo caminhava bem, a multidão super diversificada cantando as marchinhas de Carnaval, o que eu adoro, e durante o percurso tive que tomar algumas ices já que não podia voltar ao estado normal de tensão.

Na época eu estava apaixonada por um menino que era meu amigo, mas que acabou virando um romance de pouco tempo. Uma coisa louca. Acho que foram os dias mais felizes da minha vida. Eu apaixonada e ele tbem. Caraca!!!!!! Menos de um mês depois, o cara me liga com aquele bla bla bla de que o problema não era comigo, era com ele, etc. OLHA, JÁ OUVI ISSO ALGUMAS VEZES. ACHO QUE O PRÓXIMO QUE FALAR ISSO PRA MIM, VAI LEVAR UM SOCO!!! Rs

Mas voltando ao Carnaval, o pior não poderia acontecer. O tal cara que eu era apaixonada resolveu ir no bloco e eu encontrei ele. Qual era a chance de eu encontrar um mauricinho que não gosta de Carnaval no maior bloco de rua do mundo? Tava lá com uns amigos, um bando de mulher. Não entendi se alguma já era dele ou não, mas era uma conspiração.... fiz questão de sair de perto.

Fui pro outro lado e eis que me aparece um cara vestido de diabo: uma calça legging preta com capa e rabo vermelhos, orelhas pontudas e é claro um baita de um garfão. Bonito o cara. Loiro, olhos azuis, dava pra ver que era classe média, e se divertindo sozinho ali no meio da multidão misturada. Já era quase fim de bloco e o cara veio com aquele papo. E eu transtornada, ainda mais depois do que bebi após encontrar o mauricinho na multidão.

Enfim, depois de muito lero lero, me atraquei com o diabo. E enquanto a gente se beijava percebi que uma roda se formou em nossa volta e começamos a ouvir do povo que vinha acompanhando o flerte, aplausos e um grito coletivo “beija, beija, beija,....”. Que vergonha...mas tava engraçadíssimo... depois continuamos e aí os gritos se tornaram individuais “Beija Diabo!”, “Pega Diabo!”. Meu Deus!!!! Acho que eu nunca me meti numa situação tão engraçada e inusitada...

Saímos de lá morrendo de fome e, como estavamos sem dinheiro, pegamos um taxi pra ir até a casa dele onde ele subiria enquanto eu esperaria no táxi. Fomos. Ficava ali no Largo do Machado. O diabão desceu do carro e o Taxista, um ogro, começou a ficar nervoso com a demora do homem. Ele tava realmente demorando, mas enquanto isso eu fiquei discutindo com o taxista que o taxímetro tava ligado e que não era pra ele reclamar. Resolvi descer do táxi e entrar no prédio que vi o sujeito entrando pra perguntar. Mas convenhamos, que vergonha pra perguntar pro porteiro: “Moço, é..... por acaso foi aqui que entrou um rapaz loiro vestido de diabo?”. Eu não sabia nem o nome do cara e o apê era da irmã dele. Tive um ataque de riso e o porteiro junto. Graças a Deus, ele tinha visto o diabão entrar. Ufa! Rs

Voltei pro táxi e logo o cara desceu, já sem a roupa de diabo (ahhhh). Fomos pra Lapa e comemos no nova Capela. Conversamos bastante e o cara era o meu número. Inteligente, ótima companhia, beijo gostoso, etc. É claro que tentou me rebocar pra outro lugar depois do almoço, mas eu me contive apesar de todo o charme e carisma daquele homem. Trocamos o telefone e até fiz uma investida pra sair com ele de novo, mas percebi que ele tinha uma alma livre e que nunca seria meu.

Uns 3 anos depois, o reencontrei numa casa noturna na Lapa, falei com ele que se lembrou de mim e foi super receptivo, mas acho que tava acompanhado. Não me incomodei. Só fiquei nostálgica com o episódio engraçado. Nunca mais conheci um outro “diabão” especial pelos carnavais do Rio. Pena!
 

Solteira no Rio de janeiro