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quarta-feira, agosto 25, 2010

Trocando elogios

por Isadora Lemos

Depois daquela tarde maravilhosa o casal conversava na cama. Lá pras tantas, nem se lembram porque, começaram a falar de um amigo em comum que tinha um certo tique nervoso: piscava horrores quando estava tenso. E como acontece em qualquer boa família, ela, toda inocente, “levanta a bola” pra ele “cortar”:
 - Eu tive um namorado que também tinha esse problema. Ele piscava tanto que quando a gente tava brigando eu não sabia se ria ou ficava séria...
 Ambos ficam rindo por alguns segundos. E então ela continua:
 - A gente até se sacaneava. Falávamos que éramos a “fofinha e o piscante”.
 Ele é do tipo “perde a garota, mas não perde a piada”, então ele não se aguentou e soltou a "pérola":
 - Como assim ERA? Você tá dizendo que não é mais fofinha?
- Não. Só tô contando uma história no passado...
- Ahhhh, bom! Achei que vc não se ERA mais fofinha.

Alguns minutos de silêncio depois, ela enfim se toca do ocorrido e toma coragem de contra-argumentar:

- Nossa, é impressionante como você sabe melhorar a auto-estima de uma mulher. Pra que terapia hein?

Falou isso, mas na verdade pensou como era mal educado. Fala sério!!! Não recebeu educação não?? Depois lembrou e concordou com que a amiga Isa que sempre falou: que o 2º grau pra homem deveria durar 4 anos, pois durante um ano eles tinham que estudar só BOM SENSO, EDUCAÇÃO e CAVALHEIRISMO, pois isso era uma coisa que eles não conseguem obter na convivência normal com as pessoas.

Então ela toma mais coragem e continua:

- Poxa, eu não fico falando dos seus defeitos. Quando eu começar a falar você vai ver só...
- Ahhh, pode falar. Vou me divertir.
- Ah eh?! Então vamos lá... Pra começar tem essas cuecas estilo “santropeito” que vc usa que vai quase até o umbigo. Se vc soubesse como me dá tesão... loucura, loucura, loucura....

Ela ri depois do deboche e continua:

- Sem contar com esses seus dentes tortos...

Ele mostra um dente e pergunta:

- Tá falando desse que é pra dentro?
- Não!!! To falando dos 2 da frente que são meio pra fora. Você tinha que usar aparelho fixo por anos...

E enfim ela dá o golpe final:

- Sem contar com esse preto no meio dos dentes da frente.... Você já fumou alguma vez?
- Não.
- Pois é, mas parece...

Passam um momento em silêncio. Ele finge que tá levando na brincadeira mas no fundo tá surpreso porque na sua total “modéstia”, ele achava que não tinha defeito....

No dia seguinte ela começou o regime e ele procurou se informar sobre tratamentos dentários. Sem contar nas várias novas cuecas que foram compradas. Coincidentemente todas de modelos mais moderninhas.

Se eles viveram felizes para sempre depois disso?
Só Deus sabe...

quinta-feira, maio 07, 2009

Ir à manicure: não tem preço!

por Isadora

Todo mundo que me conhece há algum tempo sabe que eu luto constantemente com a balança. Tudo bem, eu já me convenci que é a tal genética que me persegue. Pena mesmo é que ela não persiga aquelas mulheres magérrimas e que comem horrores...
É super justo! heheheehe

Quando eu tava trabalhando no Leblon as vezes aproveitava o horário do almoço pra ir num salãozinho relativamente barato lá perto pra fazer a mão. Em uma dessas vezes comecei a fazer a mão com a mais pentelha e eis que, do nada, a criatura vira pra mim e fala que eu tinha engordado, fazendo ao mesmo tempo aqueles gestos de encher as bochechas e desenhar uma silhueta redonda com os braços.

É impressionante como algumas coisas só acontecem comigo. Era uma simples mão inocente!!! Qual é a chance de alguem ser chamado de gorda pela manicure que é 3 vezes maior???

Pensei por algum momento que aquilo era uma pegadinha. Cheguei até a procurar a câmera mas depois cai na real que não era uma brincadeira. Eu não sabia nem o que falar. Ela realmente me pegou desprevenida. Atônita, deixei passar, mas pelo menos levei uma lição:

Mão no salãozinho baratinho - 12 reais
Ser chamada de gorda pela manicure enorme - não tem preço.. aliás, tem sim: no mínimo 4 idas à psicologa.


Nunca mais voltei a este salão. Comecei a frequentar outro, um pouco mais caro e onde eu estava “coincidentemente” sempre introspectiva ou com sono.... rs


Com certeza foi uma grande economia.
 

Solteira no Rio de janeiro